1 de agosto de 2015

Aprovado Plano Municipal de Educação de Cristianópolis


Após intenso debate e em meio a polêmicas, emenda retirou o termo que tratava da “identidade de gênero”


Após a realização de reuniões e uma audiência pública envolvendo a sociedade civil, igrejas e escolas, a Câmara de Vereadores de Cristianópolis aprovou o Plano Municipal de Educação 2015/2025 do município. O projeto faz parte de um programa do Ministério da Educação (MEC), que prevê que as 5.570 cidades brasileiras, os 26 Estados e o Distrito Federal elaborem, aprovem e sancionem os seus respectivos Planos para Educação.

Assim como em outras cidades, Cristianópolis também se deparou com um objeto de polêmica durante a discussão do projeto. Trata-se do termo “gênero”, que estava inserido no texto, mas que foi retirado no documento final.

O debate se deu devido à posição de entidades religiosas do município que eram contra a manutenção do termo, o que segundo o Padre Wenefredo Soares, pároco da cidade, fere as questões de ética e moral. Igrejas católicas e evangélicas alegam que a “ideologia de gênero” pode fazer com que educadores venham a interferir na orientação sexual do aluno. Os críticos do termo acreditam que a corrente defenda a ausência de sexo biológico, concedendo a oportunidade de o indivíduo escolher ser homem ou mulher.

“Este é um assunto complexo, mas creio que essa é a posição da Igreja Católica. Somos contra, por acreditarmos que esse termo fere a ética e a moral, descaracterizando o conceito de família, de filhos, que são dons concedidos por Deus através da união de um homem e uma mulher. Participamos das reuniões e da audiência pública, e sabe-se que a ‘ideologia de gênero’ colocaria a criança e o jovem em uma condição confusa sobre a sua orientação sexual”, explica o padre.

O vereador André Zakhia (PT) e professor do município, afirmou que o tema abriu um leque de discussão de todos os membros da comunidade. “Esta foi uma ocasião em que todas as parcelas da sociedade que tiveram interesse pelo assunto puderam participar amplamente do debate. O espaço cedido para vários setores que compõem a cidade permitiu que este projeto, com mais de 60 páginas, recebesse a análise de pais, alunos, professores e entidades religiosas”, declara.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintego) também participou do debate e acredita que a retirada do termo “gênero” possa prejudicar a busca por uma educação mais igualitária, sendo fator preponderante para o aumento da violência contra as mulheres, como publicou o sindicato em sua página institucional nas redes sociais.

Para ter mais detalhes do posicionamento do Sintego com respeito ao assunto, a reportagem da Folha de Cristianópolis tentou contato com a presidente do Sindicato em Piracanjuba, Lucieny Santos, mas até o fechamento desta edição, não obteve resposta.

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