30 de junho de 2015

Vazio Sanitário diminui ocorrências de ferrugem asiática na soja


Começa no dia 1º de julho e vai até o dia 30 de setembro, o vazio sanitário da soja em todo o estado de Goiás. O período de ausência total de plantas vivas, voluntárias ou cultivadas, no campo deve ser cumprido pelo produtor rural, o qual poderá ser penalizado e ainda comprometer a sanidade e a produtividade da cultura na próxima safra.

“O principal objetivo do vazio sanitário é o controle do fungo da ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), mas este ano o sojicultor tem outros dois inimigos pela frente, a mosca branca (Bemisia tabaci biótipo B) e a lagarta Helicoverpa armigera, que também têm provocado perdas nas lavouras”, alerta o coordenador do Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas em Soja da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira.

A ferrugem é praga específica da soja, a mosca branca e a helicoverpa, além da soja atacam as culturas de grande importância econômica como algodão, tomate e milho, produtos estes que fazem parte da pauta de exportação e tem participação importante na composição do PIB de Goiás. Mário Sérgio explica que o sojicultor pode optar pela destruição mecânica ou química para eliminar os restos culturais. “A primeira é feita por meio do uso de grades tratorizada; já a segunda com uso de herbicidas específicos”, completa.

Durante os 90 dias de vazio sanitário fica proibido o cultivo comercial de soja. Neste período, Engenheiros Agrônomos, Fiscais Estaduais Agropecuários da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) estarão a campo realizando a fiscalização nas áreas que produziram soja na safra 2012/2013, visando o cumprimento das medidas legislativas. “Quem desrespeitar a legislação poderá receber multa de R$ 250,00/hectare com limite de até R$ 50 mil”, esclarece o coordenador.

Pragas

O principal dano provocado pela ferrugem é a desfolha precoce, que impede a completa formação dos grãos. A disseminação do fungo é feita, principalmente, pelo vento e sua sobrevivência depende de plantas vivas hospedeiras que podem ser a própria soja, ou plantas daninhas.

A mosca branca (Bemisia tabaci biótipo B) não é considerada praga principal da soja, entretanto esta cultura tem servido de hospedeira e multiplicadora da praga, fazendo com que a cultura seja considerada ponte verde. Alguns sintomas tem sido observados na soja que supõem serem danos provocados pela mosca branca, porém ainda não comprovados cientificamente. A mais recente praga a preocupar o produtor rural, a lagarta Helicoverpa armigera provoca danos em diversas culturas. É muito agressiva, ataca principalmente frutos, botões florais, vagens e grãos, podendo alimentar-se também de brotações novas Na última safra, a praga ocasionou grandes prejuízos aos produtores em diferentes culturas e regiões do País.

“A fiscalização será para plantas voluntárias de soja, visando a ferrugem asiática, porém será realizada orientação quanto aos riscos que as outras pragas podem ocasionar ao produtor, caso não haja cumprimento do vazio sanitário”, completa Rossana Serrato, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa.

Os produtores de soja goianos estão comprometidos com as orientações fitossanitárias repassadas pela Agrodefesa. Foi constatado, na safra anterior, que uma minoria não cumpriu o que determina a legislação fitossanitária. “A prática bem feita do vazio sanitário é mais uma ação eficaz de controle dessas pragas e a garantia de uma próxima safra sem problemas”, reforça Mário Sérgio de Oliveira. (Da Agrodefesa)

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