3 de março de 2015

Emater auxiliará pequenos produtores na região da Estrada de Ferro


Convênio entre municípios com apoio do Governo Federal dará assistência técnica especializada a 700 famílias; objetivo é suprir carências de pequenos produtores


Sistema de Pastejo Rotacionado
sendo aplicado em Orizona
Cerca de 700 famílias serão beneficiadas com assistência técnica da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) na região da Estrada de Ferro. O apoio vem por meio de suporte financeiro do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e tem como objetivo, segundo a Emater, suprir as carências de pequenos produtores e favorecer a agricultura familiar.

De acordo com Hernani Lopes Sobrinho, da Emater/Regional da Estrada de Ferro, a primeira tarefa é promover um diagnóstico das necessidades básicas dos municípios beneficiados, entre eles, Campo Alegre, Catalão, Ipameri, Pires do Rio, Orizona e São Miguel do Passa Quatro. Com o diagnóstico em mãos, a instituição promoverá o planejamento comunitário. “O cadastro é de suma importância para partirmos para a solução dos problemas apontados”, comenta Sobrinho, satisfeito com os contratos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) firmados.

Segundo Hernani, entre os prováveis problemas dos pequenos produtores da Estrada de Ferro está o êxodo rural como uma das preocupações vitais. “A extensão rural foi praticamente desconstruída nos governos José Sarney e Fernando Collor de Mello, provocando reflexos que pesam até hoje”, cita o extensionista, numa referência à pouca importância dada por esses governos à Extensão Rural.

Collor chegou a extinguir a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater), em 1990, numa atitude que contrariou muito o segmento produtivo do campo. O ano passado o governo Dilma Rousseff assinou decreto recriando praticamente a empresa com aquelas funções, com a denominação de Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), reanimando o setor público agrícola. Por isso, o estado de ânimo de técnicos como Hernani Sobrinho, que está em interação permanente com o produtor.

Missão – Compete à Anater, entre outros itens, promover, estimular, coordenar e implementar programas de assistência técnica e extensão rural, visando à inovação tecnológica e à apropriação de conhecimentos científicos de natureza técnica, econômica, ambiental e social. Promover a integração do sistema de pesquisa agropecuária e do sistema de assistência técnica e extensão rural, fomentar o aperfeiçoamento e a geração de novas tecnologias e a sua adoção pelos produtores. Apoiar a utilização de tecnologias sociais e os saberes tradicionais utilizados pelos produtores rurais.

Em 2015, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural terá aproximadamente R$ 1,2 bilhão para a prestação de serviços. Segundo o governo, um dos principais objetivos da Anater é aumentar o acesso dos produtores rurais às tecnologias e pesquisas do setor agropecuário.

Esperanças renovadas – Hernani Sobrinho demonstra esperança com a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, com sede em Brasília (DF), próxima, portanto, ao poder central. A própria extensão já conta inclusive com uma bancada parlamentar de peso em sua defesa e em consequência da pequena produção. “Com a nova agência, o País poderá dispor de novos modelos tecnológicos no campo. Hoje, o mundo é outro, embora se reconheça que a receita do bolo do Nordeste, por exemplo, não significa que dê certo no Centro-Oeste, por suas distinções geográficas e geoeconômicas”, pondera.

Ele cita, a propósito, situações animadoras na região em que atua. Em Orizona, em decorrência dos trabalhos da extensão rural e da aplicação de novas tecnologias como o Projeto de Pastejo Rotacionado, o produtor que extraía 150 litros diários de leite, hoje sua produção ascende a 700 litros/dia. Em Três Ranchos a história se repete. Com uma produção de 500 mil litros diários, o Município tornou-se a segunda maior bacia leiteira de Goiás, depois de Morrinhos. “É assim a participação da Extensão Rural”, conclui. (Imprensa/Emater)

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