4 de dezembro de 2014

Ministério Público apura supostas irregularidades sobre mal uso de bem público


Carro da Secretaria Municipal de Saúde estaria sendo utilizado para “troca de favores”

Vereadores da oposição em Cristianópolis têm buscado esclarecimentos sobre uma atitude promovida por gestores no município. Segundo os parlamentares, há cerca de dois meses, o prefeito Jairo Gomes Pereira Júnior teria liberado um veículo de uso exclusivo da Secretaria Municipal de Saúde para outros fins que não dizem respeito às ações da pasta.

“Recebi uma denúncia de mal uso de uma van da saúde. O veículo foi para Goiânia buscar algumas pessoas, e logo em seguida foi para Caldas Novas para passar o fim de semana. No domingo, o motorista da van usou o carro para buscar essas mesmas pessoas em Caldas. Isso é uma irresponsabilidade”, revela o vereador André Zakhia (PT) que apresentou provas ao Ministério Público Estadual (MP/GO).

Agora o MP/GO está investigando o caso. Em contato com a Comarca do órgão em Santa Cruz de Goias, o departamento administrativo informou que o processo ainda se encontra em aguardo de análise da promotora de Justiça Lucrécia Cristina Guimarães. No entanto, a prefeitura de Cristianópolis foi acionada por meio de uma recomendação do MP/GO para que o veículo “seja utilizado somente para motivos correlacionados às ações na cidade a qual foi constituído”.

Segundo o parlamentar, no dia da irregularidade, ele e o vereador José Devanier (PMDB) tentaram advertir o motorista e até mesmo o próprio prefeito. “Na ocasião, nós entramos em contato com o prefeito Jairo e o advertimos, alegando que tal prática não estava correta, mas mesmo assim o gestor deu ordens para o motorista seguir viagem. O prefeito me contou que estava prestando ajuda a uma igreja, e que não podia recusar o pedido de colaboração”, relata.

Os vereadores fizeram o vídeo do flagrante, com a referida denúncia, e entraram com uma ação no Ministério Público de Goiás (MP-GO), na Comarca de Santa Cruz, como informa André Zakhia. “Tentamos o diálogo com o prefeito antes de formalizarmos essa denúncia, mas não vimos outra alternativa”, declara.

A reportagem da Folha de Cristianópolis tentou contato com a prefeitura, mas até o fim desta edição, não obteve retorno.

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