7 de outubro de 2014

Assassino de Deomar pega 30 anos de prisão


Julgamento aconteceu no início do mês de setembro; familiares e amigos relembram caso

Eladir Antônio Branquinho, acusado de assassinar a ex-namorada Tassiana Alves Moreira e o comerciante Deomar Alves Ribeiro, no município de Piracanjuba, pegou 30 anos de prisão em julgamento extenso de mais de 12 horas, realizado no dia 9 de setembro. Sargento da Polícia Militar, lotado em Caldas Novas, Eladir já respondia o processo na cadeia e teve todos os pedidos de habeas corpus negados pela Justiça.

“Deomar sempre foi um bom filho. Meu convívio com ele era ótimo. A notícia de sua morte foi a pior coisa de minha vida, imagine a dor de perder um filho. O sentimento de perca vindo de uma injustiça foi ainda pior. Ele não teve culpa de nada, estava apenas fazendo um favor e morreu sem nem poder se defender. Para mim a justiça foi feita”, relata a mãe de Deomar, Dona Dorca.

O assassinato aconteceu em fevereiro de 2009, em Piracanjuba, onde Tassiana morava com os familiares. Na época, Eladir, sargento da Polícia Militar, confessou a autoria do crime e respondeu por homicídio qualificado. Na confissão, disse que matou a ex-namorada porque não se conformava com o fim do relacionamento entre os dois. Eladir desferiu seis tiros em Tassiana e outros quatro em Deomar. Os dois eram apenas amigos e não tinham relacionamento afetivo, segundo amigos e familiares das vítimas.

“O dia da morte de Deomar foi um dos piores da minha vida. Fiquei indignada, ainda mais depois de saber quem era o assassino. Ele era uma pessoa que nunca brigou na vida, aliás, odiava brigas e até corria quando alguém brigava perto dele. Nem amigo de Tassiana, ele era. Foi simplesmente fazer um favor e acabou acontecendo essa tragédia”, relembra uma das melhores amigas de Deomar, Camila Castro Miranda.

Para Camila, a justiça foi feita ‘em partes’. Ela acredita que o policial cumprirá apenas 1/3 da pena em regime fechado, mas permanecerá preso. “A gente infelizmente sabe que daqui alguns anos o assassino estará solto. Essa justiça no Brasil é muito falha, mas acredito na justiça de Deus. Ele pagará em vida tudo que fez. Isso tenho certeza”, afirma.

A fotógrafa Nádia Magalhães, amiga de Deomar, lembrou da amizade com o comerciante e também falou sobre a prisão de Eladir. “Éramos como irmãos. Tínhamos uma turma bem grande e todo mundo andava sempre juntos, no momento que eu recebi a notícia foi um choque muito grande, ainda mais pela forma como aconteceu. Justo, pra mim não foi, mas se é assim que diz a lei dos homens... Justo pra mim será a lei de Deus. Mas essa vem depois”.

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