12 de agosto de 2014

Em aniversário de um ano, Folha de Cristianópolis cobra resultado de reportagens publicadas


Jornal apurou denúncias, reclamações e foi até os moradores do município para ver de perto os problemas reportados por eles. Doze edições depois, equipe volta a falar sobre alguns casos para mostrar o que foi e o que não foi resolvido pelos órgãos competentes


No aniversário de um ano da Folha de Cristianópolis, nada mais justo que verificar junto ao poder público a concretização, ou não, de determinadas obras e projetos levantados na cidade. Um deles, e talvez o mais lembrado é o incêndio que ocorreu no Fórum Municipal de Cristianópolis, que destruiu um dos maiores patrimônios do município. Pela última vez que a reportagem da Folha de Cristianópolis acompanhou o caso, foi constatado que o prédio permaneceu abandonado após o incêndio.

Apesar do abandono, o secretário de obras, transporte e limpeza urbana de Cristianópolis, José Carlos Dias, nega que a prefeitura tenha se esquecido do projeto de reestruturação do Fórum.

“Eu estive na Câmara alguns meses atrás, e foi-me cobrada esta questão. Posso garantir que estamos tomando todas as providências necessárias para um projeto de reforma do Fórum Municipal. Estamos atrás disso e vamos resolver”, limitou-se a dizer.

Outro assunto relembrado pela Folha de Cristianópolis é a infraestrutura no local onde estão sendo construídas as casas populares do projeto “Minha Casa Minha Vida”. Atualmente, existem as instalações de água e energia na região, no entanto a pavimentação asfáltica ainda está em falta. O secretário José Carlos Dias revela que o grande impasse nas obras ainda se dá pela burocracia.

“Também estamos tentando arrumar esta questão da infraestrutura. Nós já colocamos água e energia no local, pavimentação ainda não tem, mas estamos trabalhando para resolvermos de uma maneira que a Secretaria de Obras consiga. A questão burocrática é um dos entraves que impedem o avanço na região das casas”, revela.

Cães abandonados


A população de Cristianópolis acompanhou algumas mudanças na gestão da saúde do município. Mudanças estruturais e logísticas. Com a saída da então secretária municipal de saúde, Neide Gonçalves (Neidinha), a pasta foi ocupada pela primeira-dama, Leandra Cristina Oliveira Pereira.

Em setembro de 2013, ainda com a titularidade da ex-secretária Neide Gonçalves, a reportagem da Folha de Cristianópolis recebeu inúmeras denúncias de moradores, alegando que uma quantidade considerável de cães e gatos tomaram conta das ruas do município. Ao irem em busca de comida, os animais reviravam o lixo das residências, e propagavam doenças pela cidade.

Ao verificar com a atual secretária municipal da saúde, Leandra Cristina, sobre alguma mudança ter ocorrido de setembro para cá, a titular da pasta foi objetiva e enfática: “Está do mesmo jeito”, limitou-se a dizer.

Lixão

O lixão irregular presente a céu aberto no município de Cristianópolis também foi objeto de investigação pelo jornal. O prazo que os municípios circunvizinhos possuem para apresentarem um projeto de implantação do Aterro Sanitário se encerra em agosto de 2014, portanto, neste mês.

O projeto também inclui a instalação de áreas de transbordo e triagem que vão servir os oito municípios da região. A reportagem da Folha de Cristianópolis tentou contato com o secretário municipal de meio ambiente, José Dias Machado, mas até o fechamento desta edição, o titular não retornou às ligações.

Tribuna Popular

O projeto de lei que institui a tribuna popular na Câmara de Vereadores de Cristianópolis chegou a ser aprovado, mas na prática, não está funcionando. O projeto permite a participação da população nas sessões da Casa, com as devidas restrições.

Em contato com o autor do projeto, vereador Guilherme Faustino (PSDB), o parlamentar orientou a reportagem a procurar a Câmara de Vereadores do município para se inteirar da atual tramitação do projeto na Casa.

“Procure na Câmara, não tem como eu falar para você sobre esse projeto agora. Só posso conversar pessoalmente”, justificou.

O vereador André Zakhia (PT) explica que ficaram faltando alguns detalhes do projeto de lei para que este entrasse em vigor.

“O projeto é de suma importância, para que a população possa acompanhar e ter direito à voz na Casa. Eu, como professor, lutei para que esse projeto acontecesse, mas não conseguíamos. A população entra muda na Câmara e sai de lá calada. Ainda tentei colocar emendas ao projeto, como o tempo de 10 minutos para que um cidadão fale, mas não foram aceitas. No projeto original, o discurso do cidadão pode ser interrompido a qualquer momento, além de ser concedido um tempo de apenas cinco minutos para a fala”, observa.

Meta do jornal

Ao longo desse período de atuação, o jornal Folha de Cristianópolis foi atrás de todos os posicionamentos para que pudesse conceder o máximo de informações para o cidadão cristianopolino. Algumas respostas foram dadas, outras ignoradas. Em todas elas, percebemos a clara formação de opinião na cidade. Cidadãos mais atentos, informados, e independentes.

Fomos bem e mal recebidos por inúmeras autoridades públicas do município. Apesar de todas as situações vividas, sejam elas positivas ou negativas, a linha editorial do jornal permanece a mesma, com transparência e trabalho. Buscamos a resposta para todo projeto ligado ao cidadão, direta ou indiretamente, que possa prejudicá-lo ou não.

Pelo próximo ano, a essência do jornal permanecerá a mesma, no entanto, pela consideração ao leitor, nossa cobrança sobre as ações na cidade aumentará, independente do que ocorra. O desenvolvimento de uma cidade também depende da evolução intelectual do seu povo. E nisso, a Folha de Cristianópolis acredita.

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