5 de junho de 2014

Artigo de vereador publicado na Folha de Cristianópolis provoca debate na Câmara


Vereadores da base aliada do prefeito não gostaram de termo utilizado pelo vereador José Devanier (PMDB), em artigo publicado na edição de maio.

Debate surgiu após publicação
de artigo opinativo do vereador
José Devanier (PMDB)
As sessões de maio da Câmara de Vereadores de Cristianópolis foram de intenso debate e troca de farpas entre parlamentares da base aliada e bancada da oposição. O motivo: um artigo opinativo publicado pelo vereador José Devanier (PMDB) na edição de maio da Folha de Cristianópolis.

O texto fala sobre os balancetes do ex-prefeito Íris Aurélio Borges Dias (relativos a 2008, 2010 e 2011) e aprovados na Casa. Em referência às possíveis dívidas deixadas pelo ex-prefeito e aos vereadores que votaram favoráveis às suas contas, o vereador mencionou que sua bancada foi “contrária à essa sujeira”, destacando os nomes dos parlamentares que, segundo ele, votaram com consciência: André Zakhia, Marco Aurélio, Fábio Braga e ele.

O termo não foi bem aceito na Câmara e o vereador Guilherme Faustino (PSDB) exigiu explicações detalhadas de José Devanier quanto ao teor da expressão usada. José Devanier deixou claro que a base de sua opinião partiu dos nomes de funcionários “sujos” no SPC/Serasa por conta de empréstimos consignados e recursos não repassados às instituições financeiras por parte da prefeitura. Segundo o peemedebista, sua intenção não foi magoar nenhum colega, tampouco denegrir a imagem de algum deles. “Eu não falei mal de nenhum vereador não. (...) Pode ver que todos os balancetes vieram do TCM com ressalvas. Todos. E isso é minha opinião”, destacou.

O presidente da bancada da oposição, vereador André Zakhia (PT) falou sobre o assunto em plenário. Segundo ele todos os parlamentares sabiam o teor e a importância do que estava sendo votado. “Na votação desses balancetes, eu fui um dos vereadores que mais argumentei a respeito do que a gente estava aprovando, mesmo sabendo que estava em débito com o PASCRI. Quer dizer, nós tínhamos conhecimento disso e eu não vejo tamanho alarde. Acho que esta Câmara está perdendo sua função por estar discutindo coisas. O vereador José Devanier é inviolável no seu modo de pensar e no seu voto. O que a gente fala e faz nesta Casa de Leis, a gente responde por isso como pessoas públicas”, argumenta.

Sobre o caso, o Presidente da Câmara, vereador Paulo Lemes (DEM) disse que seu voto é pessoal e em sua defesa atacou o peemedebista dizendo que obteve três vezes maior quantidade de votos que ele. “Como que um nobre colega chega em um veículo de comunicação e fala que eu voto sujo? Eu represento um tanto quanto pessoas, inclusive quase três vezes a sua representação. Então eu acho que não foi coerente colocar uma matéria dessa imputando a nós, voto sujo”, afirmou.

O vereador Daniel Araújo (DEM) salientou que o artigo gerou constrangimento em sua família e, segundo ele, chegou a ser afrontado no meio da rua. “Resolvi o problema com a pessoa porque é meu amigo. Até que eu me expliquei junto a minha esposa e meus filhos chorando, minha mulher ficou tensa, eu passei por um constrangimento”.

O debate entre os parlamentares perdurou durante toda a sessão do dia nove de maio. Ao encerrar a discussão, Paulo Lemes (DEM) acatou o pedido de requerimento do vereador Guilherme Faustino que foi repassado ao peemedebista. A íntegra do artigo publicado pelo vereador José Devanier está disponível no site da Folha de Cristianópolis.

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