14 de abril de 2014

ARTIGO: O que fazer se descobrir que seu filho está usando drogas


Uma preocupação permanente das pessoas, principalmente pais e professores, é saber quando começar a conversar sobre drogas com as crianças. Isso deve ser feito quando a oportunidade surgir, quando a criança perguntar, ou quando um fato sugerir, qualquer que seja a idade. Há que se ter, evidentemente, cuidado para que as informações dadas não deixem dúvidas e que sejam repassadas no grau de compreensão dos que a ouvem.

Deve-se iniciar sempre sem pressa e sem aguçar a curiosidade do desconhecido, sem aumentar ou diminuir a amplitude do problema, mostrando os pontos negativos e os positivos, que porventura existam. A linguagem científica, simples e verdadeira é sempre o melhor caminho. Não se deve escamotear nenhum detalhe nem deixar qualquer ponto obscuro. A verdade e a afirmação científica são absolutamente necessárias. Não fazer sensacionalismo ou apelo terroríficos é imprescindível. Por essa razão conhecer os perigos é fundamental nessa luta contra as drogas.

Ao descobrir que uma pessoa da sua família ou do seu relacionamento está usando drogas é muito importante manter a calma, não se apavorar, não estar procurando culpados ou saber onde foi o erro. [...] O que fazer se descobrir que seu filho está usando drogas?

1. Não dramatize o fato. Encare-o com realismo e objetividade. Discuta com seu (sua) esposo (a) ou com alguém de muita confiança. Lamúrias, automortificações, recriminações ou agressividade e violência não ajudam em nada.

2. Procure ter certeza de que realmente o fato está acontecendo através de uma observação cuidadosa do comportamento de seu (sua) filho (a).

3. Tenha uma conversa franca, sincera e leal. Procure colocá-lo à vontade a fim de descobrir toda a verdade.

4. Verifique bem nessa conversa, com energia, mas também com brandura, há quanto tempo e quais as drogas que ele (ela) está usando e, se possível, a frequência e a intensidade.

5. Procure descobrir os motivos que levaram seu (sua) filho (a) ao uso de drogas. Muitas vezes as raízes do uso de drogas repousam em problemas da própria família que, de comum acordo, você pode resolver ou minimizar.

6. Não estigmatize seu (sua) filho (a) chamando-o de drogado, maconheiro, marginal, nem faça ameaças de expulsá-lo de casa, internar em hospitais psiquiátricos ou denunciar os seus companheiros.

7. Nunca fique se recriminando ou procurando culpados pelo fato. Perguntas como “Onde é que falhamos?”, não ajudam em nada.

8. Converse com seu médico de confiança a respeito do assunto. Peça-lhe orientação, principalmente sobre clínicas e os serviços especializados, a fim de encaminhar seu (sua) filho (a) para o tratamento e a recuperação adequados.

9. Feito isso, procure dar a seu (sua) filho (a) todo o apoio necessário. Não basta, no entanto, fornecer-lhe a assistência de um psicólogo ou psiquiatra; é necessário envolver toda a família no processo terapêutico. Chegou a hora de mostrar a seu (sua) filho (a) que os melhores amigos estão dentro de sua própria casa.

10. Lembre-se que as melhores armas que temos para combater o abuso das drogas são: amor, carinho, compreensão e diálogo. USE-AS!

Luís Augusto Perillo
é Toxicologista, membro dos Conselho Estadual e Municipal de entorpecentes, atua na prevenção primaria de drogas e é professor da academia da Policia Civil de Goiás





* O artigo é um trecho do livro “Drogas: causas, efeitos e prevenção” de autoria de Jamil Issy e Luís Augusto Perillo e pode ser encontrado na íntegra na quinta edição de sua publicação.

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