5 de fevereiro de 2014

ARTIGO: Sobre a dependência de drogas na adolescência


Questões envolvendo crianças e adolescentes sempre tiveram destaques entre profissionais de diversas áreas, assim como também nas famílias. Contudo, a preocupação com a juventude vem aumentando nos últimos anos, pois nota-se que cada vez mais, crianças e adolescentes estão envolvidos em crimes e atos de violência, dos quais, grande parte envolve o uso de drogas, tanto licitas como ilícitas.

É imprescindível conscientizar a sociedade, dando ênfase ao público juvenil, dos prejuízos que o uso de drogas causa no âmbito da saúde do indivíduo: vida social, familiar, psicológica e emocional terão danos irreparáveis e muitas vezes incontroláveis e estes danos variam conforme o organismo. Cada caso é um caso, dizemos muito esta expressão em Psicologia para ressaltar a individualidade de cada sujeito.

Para falar de droga é necessário primeiramente defini-la, e em uma definição mais simples pode-se dizer que as drogas são substâncias consumidas em sua forma natural ou não, cujo efeito consiste na mudança do funcionamento do organismo e, na maioria dos casos, aptamente prejudiciais.

Ampliando a definição, pode-se acrescentar que as drogas são lícitas, as quais o seu uso é liberado no país. No Brasil é o caso do álcool e do cigarro (mas nem por isso deixam de ser prejudiciais). Apesar dessas drogas serem proibidas para menores de idade, não existe uma medida de controle rigorosa que os impeçam de consumi-las. Não é somente o álcool e o cigarro que são drogas prejudiciais, existem aquelas de origem farmacológica que também são muito utilizadas, é o caso dos ansiolíticos (remédios indicados para reduzir a ansiedade ou induzir o sono), os descongestionantes nasais, os anorexígenos (medicamentos utilizados para reduzir o apetite e controlar o peso), e os anabolizantes (hormônios usados para aumentar a massa muscular).

Ao contrário das drogas lícitas, as ilícitas são aquelas que não são legalizadas, sua produção e consumo são proibidos no Brasil. Em alguns países, determinadas drogas são permitidas sendo que seu uso é considerado normal e integrante da cultura. Tais substâncias podem ser estimulantes, depressivas ou perturbadoras do sistema nervoso central, o que perceptivelmente altera em grande escala o organismo. Dentre as drogas ilícitas mais comuns podemos citar a Cocaína, o Ecstasy, a Heroína, Inalantes e a maconha, mas para o momento vou falar de maconha e cocaína.

Através da observação clínica do Psicólogo, é percebido que a maioria dos indivíduos dependentes de drogas, iniciou-se com a maconha. Segundo Gomid, entre as consequências do uso da maconha, estão: Depressão, ansiedade e distúrbios de personalidade. Devido ao efeito prejudicial na habilidade de aprendizado e memória, quanto mais a pessoa utiliza a maconha, maior a propensão de ter declínio das atividades intelectuais, de trabalho e sociais. As demais consequências são: Arritmia cardíaca, Trombose, AVC, Necrose Cerebral, Insuficiência Renal e Cardíaca, Depressão, Disforia, Alterações Motoras, Disfunções no Sistema Reprodutor e Respiratório, Câncer, Convulsões, entre outras (2004, p. 21).

A segunda droga mais utilizada é a cocaína, esta, causa dependência imediata de modo que a pessoa que a consome, para deixar de consumi-la, deve ter bastante força de vontade e submeter-se a tratamentos psicológicos e químicos também. Os riscos que a pessoa ao consumir cocaína se submete, independem da forma como ela é usada, seja por inalação, injeção ou fumo. Sendo que se esta substância for fumada, o indivíduo se torna dependente com maior facilidade. Sendo ainda que altas doses de cocaína e o uso prolongado pode desencadear paranoia, risco de morte, além de sérias consequências de cunho social e de relacionamento, sobretudo com a família que geralmente desaprova o seu uso.

O maior problema do uso de drogas reside no fato de que o organismo possui tolerância, e, portanto, ele adquire maior necessidade de consumir mais e mais drogas. A sociedade acaba também por se prejudicar, uma vez que os dependentes perdem o emprego, ou no caso dos adolescentes, afastam-se dos estudos e tendem a se tornar marginais, pois precisam roubar para sustentar o vício e, em casos mais graves, o indivíduo é capaz até mesmo de matar. Ressalto novamente que, cada caso é um caso, cito aqui o que acontece na sua grande maioria. São os consumidores de cocaína que mais procuram tratamento para se livrar da dependência, o qual é feito por meio de psicoterapias que promovem a abstinência às drogas e do uso de antidepressivos.

É importante esclarecer que a dependência das drogas é tratável, ou seja, através do auxílio médico e familiar uma pessoa pode deixar o vício e voltar a ter uma vida normal sem que necessite ingerir substâncias que criam falsas necessidades no organismo.

Thays Pires da Silva
é psicóloga

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