5 de novembro de 2013

Fogo destrói veículos no pátio da Polícia Militar


Para a PM, este é o terceiro incêndio criminoso na cidade em apenas três meses. Casos estão sendo investigados.

Foto: Divulgação
Uma onda de furtos, roubos a mão armada e incêndios criminosos andam assombrando o município de Cristianópolis e tirando o sono de quem acredita que a cidade é tranquila para se viver. Nos últimos dois meses, o prédio do Fórum Municipal e o lixão pegaram fogo. Para a polícia, em ambos, o incêndio foi criminoso. O último caso aconteceu no domingo, 27 de outubro, e destruiu carros e motos apreendidos no pátio da Polícia Militar, localizado ao lado do Estádio Sandoval Prudente.

O crime aconteceu por volta da 1h30 da madrugada. Segundo a Polícia Militar, o incêndio foi causado, possivelmente, por vândalos que saiam de um pesque-pague na zona rural do município. “Não sabemos se foi alguma vingança, ou sentimento de ter o veículo apreendido. O fato é que são vários veículos que estavam abandonados pelos seus donos por anos. Ninguém se dispôs a regularizar a situação desses automóveis e por isso estavam no pátio. Esses mesmos veículos teriam ido e voltariam a leilão”, informou a polícia.

A reportagem acompanhou de perto a cena lamentável. As chamas chegavam a três metros de altura e, mesmo em céu noturno, dava para observar a fumaça escura e poluente. A preocupação da PM era com o risco de explosão eminente do combustível presente nos tanques dos veículos. Felizmente, isso não aconteceu.

Nas postagens de Leonardo Oliveira, autor das fotos que ilustram essa reportagem, moradores ficaram revoltados com o crime. O universitário Miller de Mello cobrou das autoridades competentes a solução para a insegurança na cidade. “Fico profundamente triste ao ver que nossas autoridades nunca sabem e nem descobrem nada. Temos que cobrar das autoridades competentes para pegar quem quer manchar a reputação pacata da nossa cidade”.

Além dos incêndios, no último mês de outubro dois estabelecimentos comerciais foram vítimas de bandidos em Cristianópolis; o Supermercado Aliança e a Loteria Doce Sorte. Quem são os responsáveis? De quem cobrar? Seria o momento de uma Guarda Municipal armada? Essas são as perguntas que os cristianopolinos estão fazendo pelas ruas. Convidado pela Folha de Cristianópolis, o estudante de Gestão e Segurança Pública, Jadiel Stuki de Almeida, explica o que pode ser feito para que essa situação se amenize. Leia no box abaixo:


A cidade de Cristianópolis é um município do interior goiano, constituída de cerca de 4000 habitantes. Apesar da pequena densidade demográfica, o município vem assistindo a um elevado índice de criminalidade. Recentemente carros e motos foram roubados, houve assaltos a lojas de móveis, supermercados entre outros pequenos delitos.

O consumo de drogas entre certos grupos e indivíduos está altíssimo, podendo isto ser verificado no dia-a-dia da cidade. O policiamento tenta soluções, mas sem êxito devido ao reduzido número de policiais na cidade. São apenas dois homens diuturnamente e somente uma viatura. Denota-se que é muito baixo o efetivo à disposição, bastante escasso para realizar-se um bom trabalho e dar mais segurança para o cidadão cristianopolino.

Mesmo com o baixo efetivo, foram realizadas de janeiro a agosto, 46 apreensões de veículos, dois flagrantes relacionados a drogas e dois flagrantes por embriaguez ao volante. Para combater a criminalidade em Cristianópolis, sugere-se, entre demais melhorias, o aumento do efetivo, além de melhorias das remunerações e dos armamentos.

Poderão, por exemplo, ser realizadas blitzen em pontos estratégicos para evitar transgressões no trânsito, coibir tráfico de drogas, entre outras possíveis soluções. Destarte, aumentando o efetivo nas ruas, a sociedade se sentirá mais segura e vários delitos poderão ser evitados somente com a presença efetiva da polícia nas ruas.


Jadiel Stuki de Almeida
Estudante de Gestão em Segurança Pública pela Faclions

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