5 de novembro de 2013

ARTIGO: Finados: morte e vida


Nos três primeiros capítulos da Bíblia, está o registro do surgimento da vida e da morte no mundo. Um duelo entre a vida e a morte perpassa toda a Bíblia. A vida, porém, vence a morte por meio da ressurreição de Jesus.

Na Cruz, a vida e a morte travam tremenda batalha. A morte, todavia foi derrotada. E nós cristãos podemos dizer na liturgia pelos falecidos: “Em Cristo, brilhou para nós a esperança de Ressurreição. E aos que a certeza a morte entristece, a promessa de imortalidade consola. E para os que creem em Vós Senhor, a vida não é tirada, mas transformada e desfeito o nosso corpo terreno, no céu nos é dado em corpo imperecível.”

Em Apocalipse 7 Deus realiza a salvação dos judeus fieis e amplia a salvação para todos os povos. Os salvos adorarão e servirão a Deus em Jesus.

O Dia de Finados é o dia da celebração dessa vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca. É dia de celebração da fé nas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo que disse “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, mesmo que morra viverá. E todo aquele que vive e acredita em mim, não morrerá para sempre.” Jo-11,25-26.

Desde o século I, os cristãos rezam pelos mortos e visitavam os túmulos para rezar pelos que morreram sem honrar o Senhor com o martírio. No século IV já se encontra a Memória dos Mortos na celebração da Santa Missa. A partir do século V, a Igreja dedica um dia por ano para rezar pelos mortos pelos quais ninguém reza e ninguém lembra-se. Esse dia anual de oração por todos os mortos passa a ser comemorado no dia 2 de novembro no século XIII, porque no dia 1º de novembro é a Festa de Todos os Santos quando se celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. Já o Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram para este mundo e não são lembrados em oração.

Nós católicos dedicamos um dia para rezar pelas almas dos sepultados que durante a vida terrena foram lavados pelo Sangue do Cordeiro, no Batismo e na Fé, porém não se santificaram suficientemente neste mundo, mas que hão de completar sua purificação no Purgatório, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará”. (Apocalipse, 21,27).

Em Mateus, 12,32 “Quem disser algo contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, nem neste mundo, nem no mundo que há de vir.” Assim, Jesus dá sinal de que há perdão após a morte.

São Paulo, fala de um fogo que provará a alma de cada um no dia do Julgamento em 1ª Coríntios-3,15: “Aquele, porém, que tiver sua obra queimada perderá a sua recompensa, o operário porém se salvará como quem passa pelo fogo”. Esse fogo que purifica é um lugar intermediário, transitório e de expiação, que a Igreja, com toda a propriedade, chama de Purgatório, embora esta palavra não esteja na Bíblia. Está a sua realidade que é o que importa. .

Rezamos nesse dia por todas as almas, porque não sabemos, quais estão realmente precisando e em condições de receber o mérito impetratório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. A Igreja, mãe amorosa, celebra a Missa em suas intenções. Em qualquer hipótese, estas orações e sacrifícios, não ficarão sem efeito. Sobretudo as Santas Missas que fazemos celebrar por elas, pois Deus fará a sua aplicação às almas que mais estiverem precisando. Aí está a comunhão dos Santos.




Monsenhor Ademário Benevides Souza

pároco da Paróquia São Francisco de Assis de Cristianópolis

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