8 de outubro de 2013

Fogo no lixão coloca população em risco e ameaça saúde de moradores-vizinhos


Já passava das 19h, quando a equipe da Folha de Cristianópolis chegou ao local do incêndio; o lixão a céu aberto do município. Dessa vez não restaram dúvidas de que o fogo tinha sido criminoso. Aproximadamente quinze pontos diferentes e focos disformes deixavam claro que o incêndio era proposital.

Com o vento forte, o fogo logo se alastrou por todo o lixão e tomou uma proporção imensurável que rodeava desde a área do rodeio show até às margens da Avenida Goiás na saída para Goiânia. O ar poluído por fumaça e fuligens tóxicas contribuía para o sofrimento dos moradores do Setor Floresta, vizinho do lixão. "Passei muito mal, tenho bronquite alérgica e asma, senti muita falta de ar a noite toda, pensei que fosse morrer", relatou uma das moradoras que prefere ter seu nome preservado.

O lixão a céu aberto possui inúmeras matérias orgânicas e é depósito de tudo o que é coletado na cidade. Além disso, serve de criadouro de mosquitos da dengue que se prolifera nos pneus, latas e garrafas, jogados no local. Riscos que os moradores mais próximos passaram e, talvez, não perceberam.

Já não bastasse os estragos e incômodos causados pelo fogo não acidental, vale saber que a aproximadamente 300 metros, está localizada a nascente mais importante do município. O lixão [que está em processo de retirada do local] também já serviu como depósito de limpa-fossa e é um dos lugares preferidos de cães e gatos abandonados mencionados pela reportagem da Folha de Cristianópolis na edição anterior. De fato, a população está ameaçada.

A Constituição Federal dispõe no seu artigo 225, que todos tem o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. O mesmo assunto é pauta da Constituição Estadual de 1989, no artigo 250.

Como resguardado pela Carta Magna e pela Constituição Estadual, o meio ambiente é patrimônio não somente do Estado, mas de toda a população, cabendo também a ela, a obrigação de cuidado e zelo. O cidadão pode e deve cumprir com o seu direito de cidadania e denunciar quem infringe leis, principalmente leis inafiançáveis.

Foto: Nádia Magalhães

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