2 de agosto de 2013

“Sou à favor do Revalida”, diz estudante de medicina na Bolívia


Formado no Colégio Estadual José Pereira Faustino de Cristianópolis, Raul Borges é hoje, estudante do 3° ano de medicina da Universidad Privada Abierta Latino-americana, de Cochabamba, na Bolívia.

Em entrevista a Folha de Cristianópolis, o universitário ressaltou as dificuldades em estudar fora do país, falou sobre as mudanças no curso de medicina brasileiro e sobre o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida, prova em que precisa ser submetido ao retornar para exercer a profissão no Brasil.

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Folha de Cristianópolis – Raul o que é ser um estudante de medicina?

Raul Borges – É aprender a respeitar o próximo a ser mais humano do que o convencional. O nosso trabalho é lidar com vidas. Ser estudante de medicina é buscar conhecimentos e métodos que me possibilitará ajudar, conscientizar e clinicar a população, através desses método. Ser estudante de medicina é dedicar integralmente o seu tempo, é ter que deixar o lazer e até mesmo os amigos e a família. Literalmente é viver no mundo da ciência, mas, particularmente eu gosto.

Folha de Cristianópolis – Como é viver em outro país, com costumes e culturas diferentes?

Raul Borges – Já não é a primeira vez que vivo em outro país. Saí de casa aos dezenove anos, então pra mim não é uma grande surpresa. Já convivi com variadas culturas e sempre trago boas experiências.

Folha de Cristianópolis –Qual a sua maior dificuldade estando longe?

Raul Borges – Dificuldade enfrentamos todos os dias estando em nossas casas ou não, porém a maior delas, é a distância de nossos familiares. Aqui estamos acostumados a uma rotina de estudo integral onde o tempo é muito precioso. Fora isso acostumamos e nos adaptamos às novas experiências. Para realizar um sonho, essas dificuldades valem a pena.

Folha de Cristianópolis – Não estudando no Brasil, você acredita nas diferenças entre ensino, aprendizagem e prática da medicina?

Raul Borges – Com certeza. Tanto no Brasil como fora dele, existem grandes centros de ensino que formam grandes profissionais. Digo isso em todos os aspectos; ciências humanas e biológicas. Essas diferenças sempre terão, porque o nosso país é uma referência mundial, acredito no potencial da nossa educação que vem crescendo, porém não posso deixar de dar créditos a outras instituições, que também são sérias. A faculdade ajuda muito, mas quem faz um bom profissional é o próprio aluno, você precisa entender muitos parâmetros entre um lado positivo e um lado negativo, mas eu, com muita sinceridade, tiro somente coisas positivas da minha experiência como estudante e pretendo continuar fazendo isso e futuramente, lógico, quero estar no meu país trabalhando e ajudando a população da melhor maneira possível.

Folha de Cristianópolis – Sobre a reformulação no curso de medicina no Brasil que, a partir de agora, passe seis para oito anos, o que você tem a dizer?

Raul Borges – Acho a iniciativa muito boa. É uma tentativa de melhorar a aprendizagem do ensino e a qualidade no atendimento no setor público de saúde.

Folha de Cristianópolis –Sabendo que, ao regressar ao Brasil, terá que se submeter ao ‘Revalida’, qual sua opinião sobre o assunto?

Raul Borges – Eu vi em uma página da internet que o Governo Federal pretende colocar este exame para alunos do Brasil, como forma de teste para ver se a prova é realmente difícil. As críticas são grandes por conta dos resultados negativos, mas eu sou totalmente à favor do Revalida. Temos que separar o joio do trigo, como diz o ditado. Mesmo com as críticas a minha opinião não muda. Quero estudar e conquistar meu espaço.

Folha de Cristianópolis – Qual o seu conselho para os conterrâneos cristianopolinos que têm o sonho de fazer Medicina?

Raul Borges – Dediquem-se nos estudos, superem-se ao máximo na escola, leiam bons livros. Ao terminar o Ensino Médio, se não obtiverem resultado positivo no Vestibular, procurem um cursinho pré vestibular integral de boa qualidade. Com as facilidades do governo o que não faltam são alternativas; Prouni, ENEM, FIES, até o estudo de qualidade em outros países.

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