1 de agosto de 2013

Incêndio destrói parte da história de Cristianópolis



Já passava das 3h30 da manhã, quando estalos e barulhos de vidros se quebrando começaram a ser ouvidos pelo ex-vereador Apoene, vizinho do Fórum. Acordado, teve a sensação de que estavam roubando a sua loja. Ao sair para averiguar o fato, se deparou com a sala do cartório em chamas, mais que rapidamente, acionou a Polícia Militar.

Na tentativa de conter as labaredas de fogo, ele não estava sozinho. Tinha a ajuda do guarda do Colégio Estadual e do ex-vereador Edinho, que mora em frente ao Fórum. Enquanto o Corpo de Bombeiros não chegava, eles tentaram com mangueiras de água apagar o incêndio. Talvez uma tentativa frustrada, mas com certeza, com o pouco recurso que tinham no momento, evitaram que uma tragédia maior acontecesse.

Ainda de madrugada, a Polícia Militar recebeu a ocorrência e cercou o local. “A partir desse momento, fizemos somente a segurança do prédio”, disse um dos PMs de plantão no dia da tragédia. O órgão responsável pelas investigações é a Polícia Civil. Por conta disso, a Polícia Militar preferiu se ausentar de culpas e responsabilidades. “É difícil falar algo e nem podemos dizer sem a perícia. Pode ser um curto circuito, pode ser algo proposital, há várias hipóteses”.

Os trabalhos de investigação começaram cedo. Árdua e cansativa, a perícia da Polícia Técnico-Científica só terminou por volta das 14h. O local foi isolado, já que havia o risco de desmoronamento nas salas consumidas pelo fogo; precisamente, a sala do Cartório de Registro Civil e a sede da Agrodefesa.

Ousados, populares e funcionários do fórum despistaram os policiais e entraram para conferir aquilo que, para muitos, era algo inesperado, principalmente na pacata Cristianópolis. A reportagem da Folha de Cristianópolis esteve no local após o incêndio e constatou inúmeros danos irreversíveis e irreparáveis à população.

A sala de arquivos do cartório ficou totalmente destruída; também foram queimados computadores, impressoras, equipamentos de fax e documentos importantes do cartório. Os arquivos e pastas que restaram (foto ao lado) estão sendo avaliados pela Corregedoria da Polícia Civil de Goiás para saber o que é possível ser recuperado.

Contudo, em cada esquina, nos bancos da praça, nas lanchonetes, não há outro comentário. O assunto é o mesmo. A cidade quer saber o que aconteceu. Peritos da Polícia Técnico-Científica e policiais civis, por meio do delegado Eduardo Eustáquio de Rezende, de Pires do Rio, estão investigando o caso.

Sem palavras

A Oficial e Tabeliã do Cartório de Registro Civil de Cristianópolis, Priscila Ribeiro Mendes, lamentou o ocorrido. Sem entrar em detalhes, ela disse que está magoada e sem palavras para descrever o que aconteceu.

“Eu sei o que todos sabem. Infelizmente o fogo consumiu a história de muitas pessoas. Fico magoada porque a população precisa desse serviço e é justamente ela, a sociedade, que vai sentir”, afirma.

Priscila disse que foi informada do incêndio ainda de madrugada, por volta das 5h. Segundo ela, o momento agora é de trabalhar incessantemente. “Me ligaram quase de manhã me informando que havia pegado fogo no cartório, mas que já tinham apagado. Enfim, Deus é maior que tudo nesse mundo, agora é trabalhar muito...” A reportagem da Folha de Cristianópolis vai continuar acompanhando o caso.

Foto: Nádia Magalhães

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